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Cultura

26/01/2020 às 01h49 - atualizada em 26/01/2020 às 01h57

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Redacao

Palmas / TO

Aos 84 anos, mestre da xilogravura utiliza premiação da Secretaria Especial da Cultura para aprimorar sua arte
Além do reconhecimento artístico, seu Jerônimo Francisco Soares agrega à área ao ter incrementado ferramentas do ofício
Aos 84 anos, mestre da xilogravura utiliza premiação da Secretaria Especial da Cultura para aprimorar sua arte
Jerônimo Francisco Soares, um dos premiados do Prêmio Culturas Populares 2019. Foto: Divulgação

Seu Jerônimo Francisco Soares (84) cresceu entre os versos e rimas da literatura de cordel. Filho do poeta e jornalista José Soares, Jerônimo se agradava com as letras rimadas, mas se encantava mesmo era com as formas que ilustravam as histórias. Foi assim que, aos 10 anos, começou a entalhar desenhos em madeira. E daí surgiu uma trajetória de mais de 70 anos dedicados à xilogravura, um trabalho reconhecido pelo Prêmio Culturas Populares 2019 – edição Teixeirinha, concedido pela Secretaria Especial da Cultura.


“É muito bom receber este prêmio”, disse Jerônimo, emocionado, como se lembrasse os muitos anos de dedicação à madeira. O artista começou ilustrando trabalhos do pai escritor. O talento, a dedicação e a convivência diária com o universo do cordel levaram seu Jerônimo ainda além. A força poética de suas xilogravuras, que retratam as histórias e os modos de vida típicos do nordeste brasileiro, alçaram voo e saíram das páginas dos cordéis. Passaram a ser, por si só, obras de arte.


Como um artista de fato atuante, seu Jerônimo ainda contribuiu com a “xilo” ao aprimorar as ferramentas e técnicas que utilizava. Suas inovações fizeram com que as xilogravuras que produziu sejam únicas, com textura e profundidade diferenciadas. Uma de suas invenções, por exemplo, foi agregar uma base giratória à mesa de ilustração, para conferir maior facilidade na lida com a matriz, permitindo que os cortes na madeira sejam mais precisos.


E se engana quem pensa que após tantos anos desenvolvendo xilogravuras, seu Jerônimo se cansou. No auge de seus mais de 80, ele não pensa parar. Pretende utilizar o valor da premiação para seguir seu ofício. “Eu vou é trabalhar mais”, concluiu, coerente com seu legado.


Prêmio Culturas Populares


Lançado em 2007, o Prêmio Culturas Populares já teve sete edições, com 2.295 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos premiados, com um total de R$ 33,75 milhões. A premiação ficou suspensa entre 2013 e 2016 e foi retomada em 2017. No ano passado, foram agraciados 150 mestres e mestras das cinco regiões do País, e 100 grupos e associações (pessoas jurídicas), sendo duas delas da cota de acessibilidade. Cada premiado recebeu o valor de R$ 20 mil, totalizando R$ 5 milhões em prêmios para iniciativas que contribuem para fortalecer e dar visibilidade a atividades da cultura popular e tradicional de todo o Brasil


A cada edição, o prêmio é dedicado a um ícone da cultura popular nacional. Em 2019, homenageou o cantor gaúcho Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Saiba mais no site da premiação.


Assessoria de Comunicação 


Secretaria Especial da Cultura

FONTE: Governo Federal

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