05/03/2023 às 19h02 - atualizada em 05/03/2023 às 19h18
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Redacao
Palmas / TO
Samyr Medeiros aprendeu a ler com seis anos de idade e metade da sua vida foi com os livros. Hoje com 12 anos ele já desbravou mais de 500 obras de autores diversos. “Ele descobriu o prazer de viajar sem sair do lugar”, diz sua mãe, Renata Medeiros.
Com a inspiração desde cedo, logo quando começou a ler Samyr não parava mais. Quando ele começou a ler livros infantis paradidáticos, Renata passou a catalogar os títulos. Em 2017, o estudante lia em média um livro por dia.
"Minha mãe me dava livros de presente e eu comecei a gostar. Eu ficava lendo para passar o tempo", relata o menino.
Quando atingiu a marca de 500 livros em 2018, a mãe parou de contar. Apesar disso, ela suspeita que a marca dos 1000 livros já deve está perto: “Samyr lê todos os dias. Já chegou a ler um livro de 217 páginas num dia!”, comenta.
Quando Samyr era pequeno, Renata comprava muitos livros para contar histórias e ele adorava ouvir. Depois, mesmo sem saber ler, o pequeno começou a recontar esse contos com a ajuda das imagens. Quando finalmente foi alfabetizado, a paixão se tornou ainda maior.
Renata foi percebendo que ele lia muito rápido e também relia muitos títulos. Com o tempo, as obras que tinha em casa não eram mais suficientes. Foi aí que Samyr passou a frequentar as livrarias de João Pessoa
"Fui pedindo emprestado as minhas colegas professoras, porque eu não dava conta de comprar, afinal, livros não tem valores acessíveis. comecei a levar Samyr nas livrarias, e pedia que ele sentasse e lesse por lá mesmo. Eu ficava olhando os títulos e ele ficava sentadinho naqueles cantinhos de leitura", explica a mãe.
O catálogo do adolescente é bem diverso. Os seus preferidos são da série 'Diário De Um Banana', do autor norte-americano Jeff Kinney. Ele também lê muitas crônicas de Luiz Fernando Veríssimo e ama o clássico 'Pequeno Príncipe', que tem em dois exemplares: o original e uma na versão do Maurício de Souza.
Renata trabalha e tem renda fixa, mas mesmo assim a situação financeira não é suficiente para dar conta do bom hábito do filho. Muitos livros são os amigos que emprestam e outros ele termina nas livrarias. "Minha mãe sempre espera. Quando não dá tempo, leio umas 40, 50 páginas", explicou Samyr sobre ler nas próprias lojas.
Por esse motivo o papel da família em incentivar a educação e evolução do garoto é essencial. A paixão pela literatura passou de mãe para filho e é Renata quem apresenta obras, conta histórias e dá um significado maior a algo que deixou de ser hobbie e virou um estilo de vida.
"Não basta apenas dizer 'vá ler um livro'. É preciso fazer ele se apaixonar por história, querer saber o final de uma história interessante , se perceber naquela situação, viajar sem sair do lugar e por aí vai...", explica a mãe.
Os benefícios como pensamento crítico, boa comunicação, fala articulada, amplo conhecimento de mundo, já são percebidos em Samyr. Torcedor convicto do Auto Esporte, clube da Paraíba, ele já até escreveu um livro contando as aventuras do Campeonato Paraibano de 2014.
O garoto sonha em ser advogado e jogador de futebol, e sabe que o caminho para atingir seus sonhos já está sendo encurtado pela mãe.
"Quem lê muito, fala bem, tem muitos argumentos, sabe se colocar, sabe defender suas ideias... Vejo ele bem encaminhado na vida, inclusive ele pensa em fazer concurso público a partir de 16 anos. Já vislumbra a importância de ter uma estabilidade na vida", pontua Renata.
Segundo ela, o caminho é utilizar todo conhecimento e tudo que foi absolvido nos livros para se direcionar melhor vida: "sempre dialogamos sobre a leitura. Concordamos ou discordamos de alguns pontos. Vemos a situação de pontos de vista diferentes. E a vida vai tomando sentido e rumo conforme esses aprendizados", finaliza.
FONTE: Por g1 PB
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